PARLAMENTO DOS JOVENS
Maioria dos crimes de violência doméstica acontece em casa

De acordo com os dados revelados na comunicação social esta segunda-feira – dia 25 de novembro – em que se celebrou o Dia pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, segundo a ONU, só em 2017, foram assassinadas 87 mil mulheres, sobretudo em El Salvador e na Ásia. Este ano, em Portugal, são já 33 as vítimas da violência doméstica. Os homicídios são geralmente praticados por parceiros ou familiares.
De acordo com o testemunho de «Mariana Vieira da Silva, Ministra de Estado e da Presidência, o combate à “chaga” que é a violência contra as mulheres só será eficaz se envolver “diferentes serviços públicos: o Ministério Público, as polícias e as organizações não-governamentais (ONG)”. Acrescentou, ainda, que o problema terá que ter uma “resposta integrada” e rápida, que exige um trabalho em rede.»
Marcelo Rebelo de Sousa apelou esta segunda-feira aos portugueses para que tomem uma posição perante a violência doméstica e para que não tenham medo de a denunciar. Em seu entender, “infelizmente acordou-se muito tarde”, em Portugal e no resto do mundo, mas “o que é facto é que há uma resposta que tem vindo a ser dada, e a multiplicação dessa resposta é fundamental”. E Tu vais continuar em silêncio e sem nada fazer para combater este flagelo?!...

 


PARLAMENTO DOS JOVENS

Este Agrupamento de Escolas está, uma vez mais, envolvido no Programa Parlamento dos Jovens, este ano dedicado à temática – “Violência doméstica e no namoro: da sensibilização à ação”.
Esta problemática está a tornar-se num dos maiores flagelos do nosso tempo. Lamentavelmente, enquanto cidadãos espetadores, não raro vítimas, no nosso papel de filhos, de amigos, de vizinhos, de estranhos anónimos, este tema é-nos familiar. Todos nós já certamente conhecemos alguém que passou por algum episódio deste género ou, simplesmente, já lemos algum artigo num jornal ou vimos alguma reportagem num qualquer canal de televisão.
Por conseguinte, este programa tem tido uma excelente receção por parte dos alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico a frequentar este estabelecimento de ensino, já que, pela primeira vez, a maioria das turmas se encontra inscrita no mesmo. Nesta primeira fase, os trabalhos encontram-se a cargo do empenho, dedicação e profissionalismo revelados pelas/os respetivas/os diretoras/es de turma e docentes de Português, e, numa fase posterior, transformar-se-ão num projeto transversal orientado também por docentes de outros departamentos. Até à presente data, são os alunos do 2.º CEB que estão a tomar a dianteira, pois encontram-se com o entusiasmo ao rubro e transbordam de ideias que precisam somente de ser amadurecidas e passadas ao papel. No que ao 3.º CEB concerne, esperemos que o silêncio incómodo que paira no ar seja sinónimo de amadurecimento das ideias e concretização de projetos...